Inovação e criatividade em sistemas computacionais

Engenheiro especialista em sistemas Web e Android, CSM

O mundo da tecnologia é uma área de conhecimento muito grande. A todo ano, milhares de jovens se formam e são lançados ao mercado de trabalho sem nenhuma especialização, com conhecimentos pouco específicos e pouco aplicáveis à realidade das empresas de software e do mundo de TI em geral. Poucos são os estudantes que, entre provas, aulas e festas, conseguem se especializar em áreas de alta demanda no mercado, áreas estas que geralmente são subvalorizadas ou até ignoradas no meio acadêmico.

Não é que as habilidades treinadas nas universidades não sejam importantes, muito pelo contrário! Muitas habilidades desenvolvidas durante cursos de graduação são primordiais no dia a dia, mas as principais habilidades que se leva são o raciocínio lógico desenvolvido e a base para construção de algoritmos. Durante um curso de graduação, o mercado de trabalho geralmente fica relevado ao segundo plano e é difícil saber o que existe fora do contexto acadêmico. Mesmo distinguir possibilidades de carreira é uma tarefa complicada. Vamos, então, analisar as prioridades de investimento em tecnologia das empresas entre 2012 e 2015.

Prioridades nas empresas para até 2015Fonte: Gartner Report Market Insight: Technology Opens Up Opportunities in SMB Vertical Markets September 6, 2012 por Christine Arcaris

Para não nos estendermos muito, vamos analisar apenas as 3 primeiras posições da tabela acima. A terceira posição traz o Cloud Computing à tona. No Cloud Computing, estruturas que deveriam estar fisicamente presentes em uma organização são fisicamente eliminadas e "alugadas" de servidores presentes na internet. Modelos famosos e em alta são:

Representação esquemática de cloud computing No Cloud Computing, as estruturas físicas são trocadas por virtuais e custos fixos trocados por mensalidades

Pode parecer que é um retrocesso à época dos mainframes, e de certa forma é isso mesmo. Estamos numa época em que o espaço físico é mais caro do que o poder de processamento. Empresas estão recorrendo a home offices e se estabelecendo em ambientes virtuais para reduzir custos com espaço físico. Utilizando serviços baseados na cloud as empresas, além de reduzir custo com espaço físico, reduzem a necessidade de pessoas especializadas na manutenção desses serviços, uma vez que essa preocupação é delegada ao provedor do serviço.

Em segundo lugar, temos as tecnologias móveis. Estamos vivenciando um período onde o consumidor adotou a mobilidade e a incorporou em seu modo de vida. As pessoas estão dispostas a utilizar aparelhos com telas e poder de processamento reduzidos para acessar websites e aplicativos. Assim, aumentou a preocupação das empresas de oferecerem seus conteúdos online em versões compatíveis com esses ambientes portáteis e existem diversos modos de fazer isso.

Acesso ao Facebook pelo celular Aplicativos móveis são uma alternativa para disponibilizar conteúdo móvel de qualidade para smartphones

A primeira maneira é uma adaptação simples. Imagine uma empresa que oferece serviços através de um site web, mas que a interface do site não foi projetada para dispositivos móveis. Um usuário pode ter uma má experiência em comparação com outros websites otimizados para dispositivos móveis. Assim, o que a empresa pode pensar em fazer é uma versão mobile do seu site atual, utilizando técnicas como o Responsive Design, detecção de tamanho de tela usando php, entre muitas outras maneiras de diferenciação. Este site, por exemplo, usa o Responsive Design. diminua o tamanho da tela e veja o comportamento dos componentes, que são ocultados ou modificados para melhor se adaptar ao estado atual da tela.

Para sistemas que realizam uma interação mais acoplada com o dispositivo, existem os aplicativos web usando HTML 5 e os aplicativos nativos de telefone. A vantagem dos aplicativos web é que com apenas uma versão do aplicativo se alcança qualquer dispositivo, independente de sua plataforma, porém não se consegue acessar todos os recursos dos dispositivos e nem alcançar sua melhor performance. Logo, dependendo da necessidade da aplicação, deve-se optar pelo tipo de aplicativo e, possivelmente, se restringir a apenas algumas plataformas.

A primeira posição ficou com BI (Business Intelligence) e Analytics. Mas o que exatamente é isso?

Talvez você já tenha ouvido falar de Big Data. Big Data é o nome dado a uma grande coleção de dados proveniente de uma certa fonte. Esses dados geralmente compreendem toda a ação tomada por um usuário durante o uso de um determinado produto, seja o tempo que um usuário demora pra tomar uma ação esperada, a qualidade da navegação de cada usuário em uma hierarquia de páginas ou qualquer outra métrica que possa ser interessante para um determinado mercado ou produto.

Etapas para a mineração de dados Etapas envolvidas para a análise de Business Intelligence

Obviamente esses dados possuem um grande valor para empresas, uma vez que a diferenciação e otimização de um produto pode significar o sucesso ou o fracasso da empresa no mundo competitivo que estamos vivendo. Porém a imensa maioria dos dados coletados vai apenas refletir o estado atual, sem revelar nenhuma tendência ou possibilidade de mudança. Para aumentar a chance de se coletar dados interessantes, deve-se aumentar a quantidade de dados, mas isso acaba por dificultar a obtenção desses dados preciosos no meio de um monte de dados irrelevantes.

Como, então, achar a pepita no monte de lama? Ou pior, como achar um monte de lama que possa conter essa pepita? Aí entram duas partes de esforço, uma parte mais sexy e uma mais dolorosa, que são o "insight" e a preparação dos dados, que são as atribuições de BI. O profissional que pretende trabalhar com BI deve ter bastante experiência em manipular grande quantidade de dados e ser familiarizado com técnicas de data mining e IA, para que possa coletar os dados em quantidade suficiente e de forma eficaz, além de ser bastante criativo, para não coletar apenas métricas óbvias e acabar não acrescentando nada no produto ao final das análises.

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